sábado, outubro 21, 2006 - 10:30 AM
Henri e Juan
Após aquela noite simplória com Henri fiquei com um sorriso incontrolável e bobo, daqueles ocasionados por momentos que não se descrevem por falta de palavras ou racionalidade para tal - e como gosto disso!
Não sabia - e ainda não sei - do que se trata, afinal efemeridades ocorrem a todo momento. Não tenho o mínimo conhecimento do que possa ter sido - ou possa estar sendo, quem sabe. Não consigo descrever o que sinto e minhas inseguranças não permitem materializar muitas coisas, também. Talvez se trate de um gostar de conteúdo, juntamente com paixão e boas conversas.
E enquanto isso Juan está lá, não se permitindo ser, se restringindo na reprodução de imagens e correntes-padrão, deixando de gostar do que gostaria para se enquadrar naquele personagem "belo e perfeito" para ele. E ah, vejo tanto potencial em Juan. Quando olho para seus olhos, sorrisos e atitudes - recomenda-se pular a próxima frase se clichês não são bem-vindos - sinto-me como um de seus parentes, ou ao menos alguém que conheço há tempos. Nossos beijos são de encaixe perfeito, como nunca imaginei existir. Há, também, uma necessidade perturbadora de ajudá-lo de alguma forma.
Juan fechou-se dentro de uma embalagem, um conceito, um rótulo. A partir daí, não aceita outras informações, outras músicas, outras roupas, ocasiões ou oportunidades diferentes. Medo de não se identificar por completo com algo existente no mundo - grupos que estabelecem gostos, gêneros e escolhas próprias a se seguir, vetando a "livre-escolha" das pessoas, embora esta opção já seja uma escolha (melhor parar por aqui com este raciocínio, pois dará "pau" em breve) -, medo de não possuir uma identidade, um reconhecimento.
E quem não se submete a isso de alguma forma e intensidade, não é mesmo?
Mas bem, só queria salvar Juan.
Não que eu seja a melhor pessoa para isso, não que alguém aqui neste planeta o seja, mas ao menos gostaria que ele enxergasse a situação e talvez revesse todas essas coisas.
Oh, Juan... você tem tanto potencial e é alguém tão interessante em seu interior... eu vejo, eu sinto. Inexplicavelmente, mas ainda assim.
E como já disse, quando perceber todas essas coisas, ligue-me para conversarmos.
Você será o que vejo em seus olhos e, aí sim, progrediremos juntos.
Por Sódio